About Me
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Olá eu sou o Igor e a minha vida é a escola, xadrez, break, música e os amigos.
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Interests
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Love, peace, sex and rock'n roll.
Música, xadrez, ser bboy, escola, amigos.
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Favorite Music
Meu Album Favorito-
Sinead O'connor-
The Lion and The Cobra:
1-"Jackie" *****
2-"Mandinka" ****
3-"Jerusalem" *****
4-"Just Like U Said It Would B" ******
5-"Never Get Old" (feat Enya)*****
6-"Troy" *****
7-"I Want Your (Hands on Me)"****
8-"Drink Before the War" *****
9-"Just Call Me Joe" *****
Também gosto dos Albuns seguintes dela I do not want what I haven't got (contém o famoso hit nothing compares to you),Universal mother, Gospel Oak etc.
Canberries.
Led Zeppelin.
Avenged sevenfold.
Bjork - Venus as a boy
System of a down.
Red Hot chili peppers.
Metallica.
Nirvana.
REM- Losing my religion.
Soundgarden. Black hole sun
Radiohead - Creep
No Doubt. Dont speak
Dream Theater.
Pink floyd- all of DARK SIDE OF THE MOON.
Queens of the Stone Age.
Neneh Cherry feat Youssou D'oir - seven secons is away.
The Doors - Light my fire, Riders in the storm.
Dido.
Queen - Bohemian Rapsody.
Eurythimics - Sweet Dreams Are Made of This.
Da weasel- A casa.
PANTERA.
Sonic Youth.
Evile.
The Cure.
Pearl Jam.
Kreator.
Slipknot.
Death.
Slayer.
Children of bodom
Bring me the horizon - chelsea smile
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Favorite Movies
Talvez gostava de ser mas nao sou um grande espectador de cinema.
Saw
Lendário, Forrest Gump
rubin hurricane carter
Lua de mel lua de fel
1408
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Favorite TV Shows
Morangos com bananas.
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Favorite Books
O mundo de Sofia.
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Favorite Quote
"É mais facil a desintegração de um átomo do que dum preconceito"
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hi5 Games
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Journal

Recordar LIS PENA REGO é, para além de um dever, uma obrigação. Fez, precisamente, a 5 do corrente mês, oito anos que Lis Pena Rego deixou a vida terrena para viver a eternidade. É nossa pretensão prestar o nosso tributo a um poeta que, não tendo nascido na nossa terra, a escolheu como sua última pátria e aqui viveu com dignidade, contribuindo com o seu saber e labor para o seu engrandecimento. Falar de Lis Pena Rego, principal pseudónimo do Eng. ÂNGELO PIRES DA CONCEIÇÃO, é lembrar alguém que passou aqui quase despercebido de muitos. E os que o conheciam era através dos belíssimos poemas que lançou à estampa através do jornal são-joanense “O REGIONAL”, onde colaborou durante alguns anos. Mas, vamos procurar conhecer melhor quem era Lis Pena Rego. Nasceu na localidade de Teixeira, no concelho de Arganil, a 11 de Novembro de 1924. Com apenas 12 anos, iniciou, em Lisboa, o ensino secundário, que completou em Coimbra. Nesta cidade, frequentou depois a Faculdade de Ciências, vindo a finalizar a sua formação escolar na cidade do Porto, com uma licenciatura em Engenharia. Depois de curta passagem por Peniche, região do Algarve e Braga, cidade esta que lhe inspirou a sua iniciação poética, realizou o sonho, há muito desejado, de ir para Angola, onde permaneceu durante 18 anos, “empenhando-se como autodidacta no exaustivo trabalho de obter uma intensiva formação cultural e científica heterogénea”. Forçado a abandonar Angola, como aconteceu a muitos milhares de compatriotas, logo após a independência daquele País, e praticamente só com a roupa que vestia, Lis Pena Rego regressa a Portugal, deambulando de terra em terra, passando por Coimbra e Figueira da Foz, até que lhe foram apresentadas duas terras onde deveria fixar-se definitivamente – Albergaria-a-Velha ou S. João da Madeira. Escolheu S. João da Madeira, onde veio a fixar-se em Junho de 1983, “encontrando nesta cidade o ambiente favorável ao alargamento da sua colaboração em jornais com poesia e com artigos de divulgação cultural, com predominância para os de divulgação científica”. Entretanto, convém informar, o poeta havia já sido acometido, em 1972, de grave doença – a cegueira – que transtornou parcialmente a sua actividade profissional. Apesar disso, manteve o espírito forte de fazer sempre qualquer coisa de útil e isso não o impediu de continuar a fazer poesia.
– O Poeta e a sua obra – A obra poética de Lis Pena Rego não é vasta, mas o que nos deixou basta suficientemente para avaliarmos de que se trata de um poeta de eleição. Cantou maravilhosamente o amor e a saudade, a tristeza e a alegria, o sofrimento, a dor e a solidariedade, a amizade e a solidão. A sua obra é muito curta na sua dimensão real. Mas é duma vastidão enorme pela maneira como transmite os seus sentimentos nos poemas, quer inspirado pelas maravilhas que a Natureza proporciona, quer pelo seu espírito religioso sobre a vida humana, quer pela transmissão da sua amizade com as pessoas que o rodeavam, quer ainda pelo afecto que lhe mereciam os seus familiares mais próximos. Amava a poesia e admirava bastante os poetas são-joanenses, como podemos ver no poema que dedicou a todos os poetas de S. João da Madeira, sem excepção:
– POETAS DA NOSSA TERRA – (Aos Poetas de S. João da Madeira )
A todo o português a musa inspira e em verso diz o que lhe sai do peito; por natureza é vate e, no seu jeito, eleva o pensamento e surge a lira.
Quer seja o namorado que suspira ou rude cavador, Apolo eleito, todos sabem rimar, muito a preceito, com essa inspiração que se respira.
Poetas que vós sois do meu País, poetas que cantais a nossa Terra, onde já não curvais a vossa cervis; Poetas da cidade e mais da serra, cantai-me quando o coração vos diz, cantai tudo o que o vosso peito encerra.
S. João da Madeira, em 20 de Maio de 1986
Amado por alguns e nem sempre compreendido por outros, Lis Pena Rego sentiu-se traído, numa fase difícil da sua vida, pelos amigos que, aos poucos, se iam afastando dele. Ele expressa a mágoa que o invadiu com esse afastamento, através dum belíssimo poema que intitulou – “AMIGOS MEUS” e que transcrevemos de seguida:
– AMIGOS MEUS –
Onde estais, amigos meus? E tantos, tantos, meu Deus, aqueles que eu tive outrora! debandaram em má hora, como bandos de pardais em ligeiras revoadas, pelo azul do espaço fora. E pareciam leais, sinceros e verdadeiros, nas maneiras mascaradas de risonhas intenções...
Esconderam-se ligeiros, quase todos de uma vez e eu presumo que talvez tivessem as suas razões: fugiram de mim convictos de que o meu barco desfeito cedo iria naufragar; e quem se atreve a ajudar na salvação dos aflitos, sem disso tirar proveito? Se um amigo se afundar viram-se as costas, que importa? Se um amigo já não presta uma coisa só lhe resta: ir bater a outra porta...
Bati leve quase a medo e um coro, muito em segredo, docemente murmurou: “Aqui estamos, nosso amigo, estamos todos contigo, nem um só de nós faltou”!
Assim meus livros falaram, Os livros que eu já não leio, Os livros que se calaram E que, nesse eterno enleio, Se vão cobrindo de pó. E eu fiquei-me só com Deus, Para assim não ficar só. Onde estais, amigos meus?!
S. João da Madeira, em 30 de Maio de 1986
Carlos Alberto Pereira Dias no regional sjm.
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